Triagem de licitações com LLM
O portal nacional de contratações públicas publica milhares de editais por dia, e alguém precisa decidir rápido em quais vale a pena disputar. Ler tudo não é opção.
A fila
Um modelo de linguagem lê os editais e dá a cada um uma nota de relevância com a razão daquela nota. O sistema mostra a fila ordenada, expõe o porquê, e registra o veredito de quem decide.
Mil viram vinte, e é o ganho inteiro. Triagem é ordenação, e ordenação com alguma imprecisão já resolve: o time deixa de ler tudo e passa a conferir o topo.
O modelo ordena, a pessoa decide
O modelo faz bem o que é medível no documento. A decisão de disputar envolve capacidade de entrega, margem e relação com o órgão, que não estão no edital. Quem inverte essa divisão ou pede ao modelo o que ele não pode saber, ou desperdiça o que ele faz bem.
Por isso a razão vem junto da nota. Nota sem justificativa obriga a pessoa a reler o edital para confiar, e aí o ganho evapora.
O que eu separaria
Aprovar um edital também dispara um aviso que depende de um sistema de fora. As duas coisas acontecem juntas, então quando esse sistema está indisponível a aprovação não conclui: quem está trabalhando trava por causa de algo que não tem a ver com a decisão dele.
Eu separaria as duas. Registra a decisão, manda o aviso depois, com nova tentativa.
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